Archive for the Category » Estocolmo «

março 09th, 2010 | Author: Juliana Moreira

Só passando para dar um oi e dizer que as coisas estão muito corridas. Provas, exercícios, exame médico além de outras coisitas estão me impossibilitando de escrever no blog com a frequência que gostaria. :(

Ontem fomos dormir às 22h. Estou acordada desde as 2h30. Tenho um exame de saúde para fazer hoje pela manhã que está me deixando muito nervosa. Além disso, amanhã, tenho uma prova que promete! Cabeça para estudar não tenho nenhuma. :(

No mais, parece que a primavera está batendo à porta. Dias ensolarados e céu cada vez mais azul para alegria da alma. :D A neve, que bateu recordes este ano, começa lentamente a derreter, deixando seu rastro de lama e superfícies ridiculamente escorregadias. :(

  • A palavra em sueco do dia é halka [rralka], escorregar
fevereiro 23rd, 2010 | Author: Juliana Moreira

se você tem orgulho da Suécia ter sediado as Olimpíadas. No ano de 1912!

Luta greco-romana na versão viking. Olimpíadas de 1912 em Estocolmo

O país ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 24 medalhas de ouro, 24 de prata e 17 de bronze.

Do livro: Du vet att du är svensk…

Veja os outros posts da série em Ser sueco é…

fevereiro 03rd, 2010 | Author: Juliana Moreira

Pessoal, não poderia deixar de escrever por aqui sobre nosso Cinema Brasileiro com Café da Manhã. Dia 7 de fevereiro, ou seja, domingo, a Associação de Cultura Sueca e Brasileira, organizadora do BrasilCine, apresenta no cinema Bio Rio, em Hornstulls Strand, um pouco da nossa música brasileira através de três filmes.

Tudo isso acompanhado de um delicioso café da manhã, incluso no preço do ingresso. Não é uma beleza?

Na programção está o curta Rap de Saia (18 min), onde a rapper Janaína apresenta seu ponto de vista sobre as condições de ser uma mulher e rapper na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro; O Diário de Naná (60 min), no qual o percussionista Naná Vasconcelos sai em busca da música do sagrado e  do sagrado da música; e, a minha menina dos olhos e o documentário mais visto no Brasil em 2009, Simonal – Ninguém sabe o duro que dei (98 min) .

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TEMA: Musica
Programação:
10:30 – Café da manhã
11:00 – Rap de Saia – 18 min
11:15 – O Diário de Naná – 60 min
12:20 – Pausa 15 min
12:35 – Simonal – Ninguém sabe o duro que dei – 98 min

Biografteatern Rio (BIO RIO)
Hornstulls Strand 3
Metro: Hornstull

Entrada: 150 coroas (filmes e café da manhã inclusos)

Espero ver vocês por lá no domingo. :D

fevereiro 02nd, 2010 | Author: Juliana Moreira

Imagem: Mateusz Stachowski (Stock.Xchng)

Este foi o resultado divulgado pelo Serviço de Meteorologia sueco (SMHI) ontem, sobre o mês de janeiro de 2010. Pela primeira vez em 180 anos, o termômetro só (apenas, somente!) marcou temperaturas negativas durante todo o mês de janeiro em Estocolmo.

O SMHI considera sensacional o fato de apenas em 1829 ter havido um mês de janeiro com temperaturas abaixo de zero todos os dias do mês em Estocolmo (tendo seu ponto alto dia 29 jan). :D Foi apenas a partir de 1756 foi que começou a ser feita a medição de temperatura na capital da Escandinávia.

Já a Suécia não havia tido um janeiro tão frio desde 1987. Segundo o divulgado, um anticiclone (responsável por dias bonitos e ensolarados) sobre a Rússia bloqueou a entrada de ar quente vinda do Atlântico durante o mês de janeiro. Isso é válido, principalmente, para o sul da Suécia, onde o mês de janeiro foi o mais frio em 23 anos.

Södertörns Högskola - Área externa da faculdade. A direita vocês podem ver os bancos e as mesas cobertas de neve.

Em contrapartida, o ponto mais ao norte da Suécia teve um janeiro suave, ou seja, com temperaturas amenas e bem mais quente que o normal. De acordo com o SMHI, durante os anos 2000, houveram janeiros mais frios do que o deste ano no norte do país.

E a friaca, que eu particularmente adoro, (vocês ja devem estar cansados de ouvir isso! ;) ) parece que não acabou. Quem espera por dias quentes precisa ter um pouco mais de paciência. Isto porque já foi avisado que o mês de fevereiro (normalmente o mais frio de todo o inverno) veio para bater mais recordes. :D

Tirei umas fotos do pátio da faculdade ontem a noite. Assim que chegar em casa passo publico aqui. ;)

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janeiro 26th, 2010 | Author: Juliana Moreira

Imagem: Reprodução DN

O Serviço de Meteorologia sueco, SMHI, vem avisando há dois dias a chegada de uma frente fria que pode se assemelhar a de dezembro. Ventos fortes,nevasca durante toda a quarta-feira e quinta-feira (espera-se que caia entre 10-20 30 cm de neve) e temperaturas amenas, pois elas tendem a cair após as tempestades.

O aviso da empresa que administra o transporte público em Estocolmo, SL, é para que as pessoas saiam de casa mais cedo já que pode haver atrasos nos trêns, metrôs e ônibus que circulam na capital e região metropolitana, bem como longos engarrafamentos nas estradas.

janeiro 21st, 2010 | Author: Juliana Moreira

Foto: Andrea Kratzenberg (Stock.Xchng)

Peço desculpas pela ausência prolongada. Daqui a pouco conto um pouco da viagem para o Brasil. Agora explicando o título do post. :P

Na verdade, queria escrever sobre o alto preço das frutas e verduras na Suécia, particularmente em Estocolmo, ocasionado pelo do inverno rigoroso que atingiu a Europa. Mas o trajeto do supermercado para casa mudou a história. Na terça, fui encontrar meu viking, que trabalha a 40 km de Estocolmo para irmos fazer compras para casa (eu estava na escola, a meio caminho do trabalho dele).

Compras feitas, partimos em direção a nossa casa. Como vocês sabem estamos no inverno. Inverno significa frio, neve e ruas e estradas escorregadias. Por isso a é necessária muita atenção ao dirigir. Dito isso, estávamos voltando para casa e meu querido viking estava dirigindo a um pouco mais de 100 km/h na auto estrada (um pouco rápido na minha opinião). Um carro a nossa frente nos impedia a ultrapassagem e um caminhão ao nosso lado.

De repente, um carro que se encontrava na terceira faixa (a da direita) resolve passar para a faixa do meio, ou seja, na frente do caminhão. A operação sai errada, o carro desliza e em vez de conduzir para frente, como todo mundo, começa a andar como se estivesse atravessando a rua (!) – se é que vocês me entendem. Foi tudo tão rápido. Lembro apenas de ver a frente do carro em questao surgir diante do caminhão e bater de frente na barra de segurança da estrada.

Foto: Jake Levin (Stock.Xchng)

O caminhão consegue frear, o carro a nossa frente até que tentou mas não conseguiu, bateu no carro atravessado ao mesmo tempo em que este batia na barra de segurança e nós, pois bem, por sorte, conseguimos frear mas estávamos esperando a batida na traseira, já que carros mesmo com pneus de inverno, responsáveis por proporcionar um maior grau de atrito do carro com o solo- se é que podemos dizer assim – deslizam como manteiga em cima do pão quente.

Por sorte, sorte, sorte, não aconteceu nada. Mas o susto ficou. Meu coração acelerou e eu fiquei tremendo. :) Detalhe importante: os números de acidentes nesta época do ano, sejam de carro ou de pedestres que escorregam andando em calçadas, são sempre elevados, justamente por conta da falta de atrito! :?

Sim! Já ia esquecendo dos tomates! No supermercado mais barato, aliás que é onde fazemos nossas compras, é possível encontrar o quilo do tomate a partir de 32 kr (+ ou – R$ 8), do pepino por 28kr (R$ 7), da alface americana 21kr (R$ 5,30) e do alho poró por 31 kr (R$ 7,70). :o

  • A palavra em sueco do dia é olycka [ul(yu)ka], acidente, desgraça

Ps. Sei que estou atrasadinha, mas nunca é tarde para se desejar coisas boas a todos. Então, Feliz Natal, Feliz Ano Novo e Feliz Aniversário também atrasado para mim! :P

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novembro 25th, 2009 | Author: Juliana Moreira

Pensei que teria um pouco de tranquilidade após a prova de HTML/XHTML, CSS, História da informática e legislação na internet, mas essa sensação foi apenas passageira.

Tenho de ler mais de 150 páginas para ler e fazer uma análise individual de um site que contenha Flash e entregar nesta sexta (detalhe, ficamos sabendo do trabalho ontem!) e preparar uma apresentação de grupo desta análise para a segunda. Paralelo a isso, ainda tem o projeto em grupo, claro (não esqueçam, isso é muito importante na Suécia!), o qual temos deadlines importantes a cumprir.

Mas o mais legal dessa correria é que surgiu um tempinho para comemorar o Natal com as Tipas. Sim, Natal! Isto porque uma das tipas já iria partir dia 24 de novembro para a terrinha. Se não adiantássemos nossa comemoração, não conseguiriamos reunir toda a turma antes de abril, já que cada uma tem uma data diferente para ir ao Brasil. :(

Natal Tipas 2009

Este ano, nosso terceiro Natal foi na casa de Ana, com direito a uma super árvore, decorações típicas e comida gostosa preparada com carinho pelas integrantes do grupo das “Tipas”. :D

Sem mais delongas…vamos às fotos!

Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009 Natal Tipas 2009

Prometo que volto quando puder respirar… ;)

  • A palavra em sueco do dia é fira [fiira], celebrar, comemorar, festejar (mas também, matar aula e soltar – a corda de um barco, por exemplo)
outubro 09th, 2009 | Author: Juliana Moreira

Comecei a pensar nesse post ainda no trem de volta para casa. Pena que muita coisa se perdeu na minha mente. Mas o que queria dizer é que  a sensação de não fazer parte de um grupo está me incomodando imensamente . Não falo especificamente um grupo de trabalho, mas da turma com a qual estou estudando. E essa sensação é muito chata.

A sensação de não pertencer a algo, ou não ser/estar incluida em, é muito estranha. Acreditem, não é uma relação passiva. Eu me esforço. Mas bom, esforçar não é bem a palavra que eu gostaria de descrever meu comportamento. Esforçar para mim significa fazer força para conseguir algo. Eu não estou fazendo força, estou sendo eu mesma. E talvez seja esse o meu erro. :( Não sei, mas na minha cabeça tudo anda muito confuso.

Só sei que estou cansada. E triste. Poderia elencar as coisas que me fazem ficar desta forma, mas soaria muito mais como “tadinha, pobrezinha, não tem amigos na escola”. Nunca gostei dessa posição.

Uma coisa é que percebi que cada vez que vou para a faculdade e volto ouvindo músicas queridas tenho mais saudades dos meus amigos (e os olhos enchem de lágrimas). Talvez seja também pelo fato de eu não estar enturmada (o que não exclui a saudade dos amigos quando ouço as músicas!). Mas essa relação de não ter com quem dividir o conhecimento, tirar dúvidas e mesmo discutir me faz pensar em como sinto falta de ser acolhida pelos meus queridos.

A vontade que dá é a de pegar o primeiro avião rumo à Recife só para poder se sentir querida em um grupo que sei que não vai me “julgar” pela minha origem, questionar meu saber por causa dela ou ser vista como uma pessoa que não domina o idioma que o restante está acostumado a ouvir.

Um exemplo da questão do idioma é o caso de um dos nossos professores, que é francês. Ele mora aqui há 10 anos e ainda precisa parar para refletir alguns segundos antes de dar alguma informação mais profunda. Ouvi comentários de algumas figuras da minha sala dizendo que é muito dificil (senão horrivel) assistir uma aula dele pois fala errado e tem um sotaque muito forte. Além disso, ainda ficaram fazendo gracinhas de alguma palavra que ele pronuncia diferente ou que fala errado.

Isso pode parecer bobeira, mas o fato de eu ter outra língua materna que o sueco, falar com sotaque, precisar refletir antes de falar (para que tudo saia correto aos meus ouvidos) e mesmo depois de todo esses esforço ainda falar errado, a crítica ao professor mexeu comigo. Até porque, gosto dele. :)

Tento não me importar, mas é difícil deixar esse sentimento passar desapercebido. Fico e estou triste, é fato.

Mas…dia 19 começaremos um primeiro grande trabalho em grupo. Se eu não em engano, será um projeto onde iremos criar um perfil gráfico para alguma empresa/produto/cliente fictíci@. Será uma oportunidade de ou tirar essa má impressão criada/causada nesses quase dois primeiros meses de aula ou de confirmar tudo. Vamos ver no que dá.

  • A palavra em sueco do dia é utanförskap, [utanfórshkóp], “despertencimento”, não pertencer a algo
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outubro 08th, 2009 | Author: Juliana Moreira

BrasilCine 2009 - 01 Como alguns de vocês sabem, o BrasilCine aconteceu no último final de semana e deixou um gostinho de quero mais. O festival de três dias levou um publico considerável para as salas do cinema Zita.

Na estréia, o filme Três Irmãos de Sangue narrou a história de Betinho, Henfil e Chico Mário, três pessoas da mesma família que sofriam de hemofilia e por causa desta doença contraíram AIDS em transfusão de sangue. As vidas desses três irmãos se misturam com a história política do Brasil, ditadura, diretas já, redemocratização e lutas sociais. A sala de exibição, lotada, ainda teve a honra de ver Marcos Souza, produtor musical do filme, tocar piano antes do filme e de quebra ouvir um grito de comemoração do embaixador brasileiro na Suécia quando soube que o Brasil havia ganho de Madrid como sede das Olimpíadas em 2014.

BrasilCine 2009 - 02 BrasilCine 2009 - 04 BrasilCine 2009 - 05 BrasilCine 2009 - 03 BrasilCine 2009 - 06 BrasilCine 2009 - 07 BrasilCine 2009 - 08 BrasilCine 2009 - 09

No sábado, 3 de outubro, foi tudo muito tranquilo e o filme Ainda Orangutangos, o último da noite, teve uma recepção bastante positiva do público. O filme foi realizado em plano sequência (sem nenhum corte) durante 81 min. Uma curiosidade: Eles filmaram seis vezes o roteiro inteiro e escolheram a segunda versão para representar o filme.

As sessões anteriores a Ainda Orangotangos foram com Noivas do Cordeiro e Pindorama, como longas metragens. Em ambos os filmes tivemos moderadores para debater os assuntos com o público. A resposta também foi bastante positiva. O Brasilcine também fez parceria com a fundação Bagunçaço realizando um workshop de música em Tensta, subúrbio de Estocolmo. As crianças, vindas da favela Alagados em Salvador, mostraram como, através da fundaçao, puderam desenvolver

No domingo, 4 de outubro, a sala onde exibimos o filme Simonal – ninguém sabe o duro que dei estava lotada. Ingressos esgotados e muitos expectadores decepcionados por não terem conseguido um lugar. Para fechar o festival, Meu nome não é Johnny levou um grande público para o Zita no domingo a noite.

A festa de encerramento do BrasilCine aconteceu no restaurante Glenn Miller (especializado em mexilhões). O lugar, bastante aconchegante, recebeu toda a equipe do festival, amigos e expectadores que marcaram presenca especialmente para ver o conserto de Marcos Souza. A convidada Elina Peronius emociou o público com sua participação na música Ressureição tocando no violino juntamente com Marcos no piano. Lágrimas correram soltas nesta noite.

Ainda estou extremamente exausta. A única coisa que mais desejo agora é poder dormir muito, o que não está sendo possível por conta das aulas e trabalhos. Espero poder recuperar um pouco do sono perdido neste sábado.

Gostaria de agradecer todas as pessoas que trabalharam para que a mostra pudesse ser realizada em particular as meninas da comissão organizadora (além do meu viking, o único homem da equipe) que ralaram bastante durante esses mais de 10 meses de trablaho intenso.

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outubro 06th, 2009 | Author: Juliana Moreira

Não abandonei o blog, juro. Mas este ano, escrevo sobre o anúncio dos prêmios Nobel em um outro local.

Dêem um pulo no meu (outro) mais novo espaço na net:

Skandinavien: Traduzindo a Suécia em bom Português.

Detalhe: este espaço não vai desaparecer. Vou continuar escrevendo por aqui (também!). ;)

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