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janeiro 08th, 2009 | Author: Juliana Moreira

barco_vFinalmente estou livre do ingles. Sim pessoas, ha uma hora terminei minha prova oral de inglês B e estou aliviadíssima. Na verdade, estou super contente. Tirei VG (Väl Godkänd), o que quer dizer aprovado com mérito. Para quem não fala inglês nem com o porteiro (que nao existe) nem com o padeiro, a tarefa de desenvolver um diálogo por telefone durante 1h com meu querido professor em Malmö é uma vitória imensa.

Na verdade, a conversa deveria ser de 20 minutos. Mas bom, impossível falar da historia Inglesa, escritores ingleses, fazer traduções e ainda falar de mim em 20 minutos. Principalmente se a minha capacidade de formar uma frase em ingles é interrompida por inúmeros “ahãs-pensativos” numa torre babel que é a minha cabeça. Sem contar com a tremedeira que me acometeu antes e durante a conversa. Um suor frio nos pés que nem conto. Mas bom, finalmente terminei.

Foi a primeira vez que nos falamos (eu e o professor) e achei-o simplesmente um doce. Ele falou coisas em francês e espanhol, me deu dicas interessantíssimas e foi super gentil. Uma das coisas que ele me disse, quando falávamos do “descobrimento” da América foi que recentemente foram encontrados vestígios de que um viking da Islandia, mais precisamente Leif Eriksson, foi o primeiro europeu a colocar os pés no continente americano, onde hoje é o Canadá.  A América do Norte foi batizada, então, de Vinland (aqui em português). Isso num é genial?! Eu amei saber da história e já estou lendo os poucos sites que existem sobre o assunto.

Bom, agora é me preparar para a prova de programação em JAVA, na próxima segunda!!  Ai saco!

  • A palavra em sueco do dia é förberedelse , [fórbêrêdelse] preparação, planejamento, exercício
outubro 24th, 2008 | Author: Juliana Moreira

Lys, do Universo Desconexo, comecou um papo interessante sobre ensino a distância (EaD) aqui e aqui. Estava para escrever um post sobre isso há algum tempo, mas agora vou aproveitar o gancho e fazer minhas considerações. Tentei comentar no Universo Desconexo, mas não consegui, por isso escrevo aqui e aproveito para inserir outras informações.

Desde o primeiro semestre deste ano estou fazendo cursos a distância (distanskurs) através da plataforma Athena do Liber Hermods (um dos pioneiros – pelo menos na Suécia, ja que começaram em  1898 – no que diz respeito a ensino a distância). Comecei no steg 4 de Ingles (o que, se não me engano, equivale ao curso normal para o s nativos de 14 anos).

No momento estou fazendo meu terceiro curso de inglês (Engelska B), já que preciso deste diploma para o que pretendo fazer na universidade (em agosto de 2009), photoshop (terminei ontem) e pagemaker – ambos para refrescar a memória, já que mexia com isso na época da universidade de jornalismo. Próximo mês começo um em programação em Java e termino o ano com um de webdesign.

Entre os cursos, o inglês é o que mais sofre, pois a interação que Lys fala, através de ferramentas online, não existe neste caso. Sou avaliada por 5 “provas” escritas assim como uma gravação oral por prova. Sem contar com a prova nacional (writing, listening e reading), que neste caso é presencial, na escola para adultos (komvux) da cidade, porque oral mesmo, faço através do telefone ou Skype/MSN. O que na prática é péssimo, já que nenhum aprendiz em um idioma desenvolve instantânea capacidade de se comunicar pelo telefone com facilidade.

Não vou ser tão radical, mas existe a disponibilidade de tirar dúvidas com professores na escola e um dia de speaking, para trabalhar o oral. O porém é que não existe a real possibilidade de treinar o ouvido e ter interação com o professor e outras pessoas de maneira que seu nível no idioma evolua. Explico.

Existem várias datas disponíveis para o início do curso assim como a possibilidade de escolher quando terminá-lo. Isso é um ponto bastante positivo, já que todos, inclusive aqueles que trabalham, podem ser contemplados ao longo do ano e estudar na velocidade que mais agrada.

Quando comecei o Ingles B, haviam apenas 2 pessoas que fariam o curso, eu inclusa. A outra pessoa, terminaria o curso em 5 semanas. Eu escolhi concluir em 10. Isso impossibilitaria um encontro nos dias de speaking, já que a velocidade de estudo desta pessoa não coincidiria com a minha. Resultado: como não me comunico com ninguém, o speaking e o listening são diretamente afetados, assim como o exercício da interação no idioma.

Acredito que o Ensino a distância (também conhecido como e-learning) é muito bom, quando existem possibilidades para desenvolver as habilidades que você aprende na medida que o conhecimento está sendo adquirido. No meu caso, neste caso do inglês (o terceiro curso que faço nesse sistema), o ensino a distância está sendo desmotivador.

As universidades e faculdades na Suécia estão repletas de cursos à distancia. Segundo o site NetUniversitet, existem mais de 3 mil cursos e cerca de 100 programas completos em 35 universidades e faculdades no país.

Neste caso do EaD nas unviersidades, ainda não sei como funciona. Dos 6 cursos que escolhi para o próximo semestre, 2 ou 3 são ministrados à distância. Se for aceita, bom, vou ver como funciona.

No caso de EaD no Brasil, acredito na iniciativa e creio que seja bastante positiva, tanto para alunos quanto para aqueles que ja trabalham na área. Isso é de qualquer forma, mais um campo de trabalho a ser explorado no país e um ferramenta poderosa para o futuro. Mas penso que ainda existe um longo caminho para a melhoria desses sistemas e plataformas, para que o resultado de todo esse novo investimento (financeiro e emocional) seja recompensado.

novembro 10th, 2007 | Author: Juliana Moreira

livros.gifNão abandonei o blog e nem esqueci de passar por aqui. Essa última semana foi bem pesada e as próximas também prometem. Apresentações, provas, exercícios, redações e livros. Tenho tanta coisa para fazer e ler que me perco entre livros e papéis. Queria muito ter escrito sobre o dia de finados na Suécia (foi semana passada) mas não deu tempo de preparar nada. Prometo que ele aparecerá em breve, só não sei quando. Queria também ter escrito sobre a visita que fiz no cemitério da floresta (tombado pela Unesco) e dos jogos de hokey no gelo que fui no Globen com uma amiga. Espero ter um tempinho livre em breve para vir aqui contar para vocês.

O inglês vai bem, obrigada. Fiquei sabendo que no próximo semestre vou poder organizar meu plano de estudo da forma que me convém. O que quer dizer que se eu quiser, tiver tempo e estiver preparada para cursar um módulo em 3 ou 4 semanas, é possível. Isto porque o komvux (escola para educação/formação de adultos) de Solna foi “privatizado” e toda a rotina vai mudar.

O curso de inglês por exemplo será uma mistura de aula presencial (se necessário, na verdade só para tirar dúvidas) com aulas a distancia com professor virtual. Gosto de aula com professor. Adoro perguntar e ter a resposta imediata. Esperar me angustia. Por outro lado, o bom disso é que vou poder terminar o ensino fundamental do inglês e passar para o nível ginasial rapidinho, isto é, o que levaria um ano para concluir é possível fazer em seis meses, ou até menos, só vai depender da minha disponibilidade. Com a nota do inglês ginasial, é possível continuar na universidade, já que essa nota é imprescindível para se cursar qualquer curso universitário na Suécia, exceto o curso de sueco que faço agora.

  • A palavra em sueco do dia é engelska [enguelska] , inglês
Categorias: Bolinhas & Bolinhas, Inglês, Minha vida viking, Universidade  | Comments off
outubro 02nd, 2007 | Author: Juliana Moreira

Pois é gente, já estou me sentindo bem melhor. Obrigada pelos comentáriosOutono 2006 simpáticos! ;) Tenho várias coisitas para comentar. Foi só melhorar um pouquinho e já voltei ao corre-corre de sempre. Tava sentindo falta. Apesar de não estar nem um pouco estimulada parar estudar. Mas sabe como é, não dá para deixar a peteca cair em pleno outono. Quero mais que chegue o inverno! Outono é lindo, cores lindas, folhas secas caindo e o sol que de quando em vez dá as caras só para iluminar, não esquenta mais, o que acho lindo e dá uma super vontade de sair. Mas estação do ano intermediária não é comigo. Não dá para saber o que vestir direito, chuva, vento, neblina, céu cinza além de uma eterna sensação de fadiga. Por isso, começo a campanha “Inverno já!”

Ontem voltei ao inglês e a academia. Já recebi a nota do meu primeiro teste, realizado há cerca de dez dias. Não me surpreendi com o resultado. A prova estava bem fácil e eu sabia pontualmente o que havia feito de errado. Ahh a nota? Fiquei com 40/42. Não foi surpresa, mas fiquei feliz. Dentro de duas semanas, outra prova me espera! Vamos ver se vou me sair bem também, pois com tanta coisa acumulada para estudar dos dois cursos terei que deixar de comer e dormir para dar conta de tudo! :roll: Já na academia voltei bem tímida. Fiz três quilômetros no elíptico e um pouco de exercício para o músculo das costas. Hoje tem mais!

Ainda corri ao centro para fazer um trabalho de grupo para entregar hoje. Encontrei duas amigas que estudaram comigo no SFI e fiquei sabendo que uma delas está grávida. Na verdade, tenho 3 amigas do SFI que estão nessa condição (uma polonesa, uma argelina e uma chinesa). Isso sem contar com a lituana que teve bebê há um pouco mais de um mês. Ela quem começou a dança das barrigas. Já deixei de beber água na escola (a mesma que faço inglês). Já tô levando de casa. ;)

Sim! O título do post de hoje é em “homenagem” a meu primeiro ato de “gente grande” sozinha por aqui. hohohoho Fui ao banco e abri minha conta pessoal de estudante so-zi-nha! Tá certo, não tem nenhuma coroa ainda, mas e daí? Agora tenho uma conta no banco que não pago nem um centavo por ela e todos os serviços serão gratuitos enquanto permanecer como estudante. Foi tão fácil e rápido. Durou menos de cinco minutos. Ele checou meu endereço a partir do meu numero pessoal, me deu um aparelhinho gerador de senha para internet, assinei três folhas de papel e pof! A conta já estava aberta. Mais uma facilidade da terra viking para os estudantes. (se bem que na França consegui abrir minha conta de estudante com certa facilidade em 2004, mas no ano seguinte as exigências foram tantas que muitos dos que conheci não tiveram a mesma sorte que eu :( ).

  • A palavra em sueco do dia é höst [rróst] , outono
setembro 05th, 2007 | Author: Juliana Moreira

Kalla det vad fan du villOntem foi minha primeira aula de oral (compreensão e expressão). Por mais estranho que possa parecer foi nesta aula que a professora nos passou três livros de ficção (skönlitteratur). Ela acrescentou que as leituras vão nos dar suporte para discussões na sala de aula. É esperar para ver se a turma vai ler ou só eu vou ficar falando dos livros!! Todos os três juntos tem em torno de 600 páginas e devemos devorá-los durante o semestre, que termina em janeiro com uma prova oral.

Um deles é o já conhecido Grabben i Graven Bredvid (O cara da sepultura ao lado), da escritora Katarina Mazetti, sobre o qual já falei aqui. Tive meu momento de terror quando a professora distribuiu o programa do semestre e ele constava como o primeiro da lista. Quase tive um piripaque. O que mais me incomoda no livro é como os personagens descrevem nos minimos detalhes (minimos mesmo!!) tudo o qua acontece com eles (inclusive o que se passa dentro de suas cabecinhas complicadas) e o que está em volta deles. Os parágrafos são enormes, adjetivos que são jogados de um lado para o outro, momentos de neurose absoluta, acabo me cansando e perco o interesse. Bom, é minha humilde opinião, claro. Tem muita gente por aí que gostou do livro, mas posso dizer que o interesse por ele só apareceu depois de ver o filme, que é ótimo.

O segundo é Kalla det vad fan du vill (algo como Chame isso da merda que você quiser), de Marjaneh Bakhtiari. A professora ama este livro de paixão, já leu uma dezena de vezes e nos indiciou. A única coisa que sei é que a figura central da história é uma familia de iranianos que deixou o país e se mudou para a Suécia.Foto 1860-1869; Vista a partir de Mynttorget sobre Tegelbacken e Kungsholmen

O terceiro é um clássico e segundo a professora, de leitura difícil. Chama-se Mina drömmars stad (A cidade dos meus sonhos) de Per Anders Fogelström. Esse livro é o mais lido e amado de uma série de cinco chamada “Stad-serien”/”Stadserien” (série-cidade) cujos leitores podem acompanhar a história de Henning Nilsson, filhos e família a partir de 1860 até 100 anos depois. É uma série sobre a cidade de Estocolmo, escrita para ela e sobre ela.

O livro em questão descreve a o cotidiano e a vida dos trabalhadores de Estocolmo (1860-1880). Mina drömmars stad também ja virou filme na mão do sueco Ingvar Skogsberg, em 1976. Segundo um dos sites da cidade de Estocolmo criado para publicação de documentos históricos, este livro é um excelente começo para quem deseja aprender mais um pouco sobre a história da Veneza do Norte.

Uma vantagem é que livros de bolso por aqui são bem baratos se comparados com o Brasil. Dos três de ficção que precisamos ler, um deles eu ja tinha. Os outros dois encomendamos pela net e saiu bem em conta: 68 coroas (R$ 20,00).

Além desses três, vamos ler Kulturgrammatik – hur du ökar din formåga att umgås över gränserna (algo como Gramática cultural – como expandir tua capacidade de lidar com os limites/fonteiras). O livro pretende mostrar como funciona o encontro de culturas com seus choques e mitos e vai tentar desmistificar alguns pontos da cultura sueca. Segundo a descrição do livro no site, serão abordadas algumas questões como “Porque os suecos se posicionam numa certa distância ao falar com o outro?”, “Porque um japonês não te avisa nada se tu faz algo errado?” ou “Porque na Líbia as pessoas não assoam o nariz com um lenço verde?”.

Esses quatro são apenas para discussões em classe. Fora o livro de pronuncia (estou louca para começar a usar o laboratório de línguas) e duas outras brochuras (uma para testar a compreensão oral a partir de programas de rádio e outra sobre canções clássicas da Suécia).

Para o inglês a professora também passou um livro, mas de fácil leitura. Chama-se Holes, de Louis Sachar e conta a história de um garoto que vai passar uma “temporada” em Camp Green Lake (camp em inglês tem vários significados, dentre eles campo de concentração ou uma colônia de férias), um local onde até os lagartos se escondem do sol! Já li três capítulos e estou apenas aguardando a chegada dele na livraria para comprar e continuar. Estou empolgada com meu progresso! Falta só abrir a boca e ter cuidado para não dizer will quando se quer dizer want porque se paresse com vill (quero) em sueco! ;)

  • A palavra em sueco do dia é böcker [bókér] , livros
setembro 03rd, 2007 | Author: Juliana Moreira

Tenho tanta coisa para fazer que não sei nem por onde começar. Muito bom ter o tempo (bem) preenchido! Esta semana tenho aula na universidade todos os dias e ainda tem o inglês para conciliar. Tanto exercício, mas tanto que fico radiante.

Trabalhar com textos é uma delícia. Adoro gramática!! Não decoro nenhuma regra. Aprendo-as, uso-as mas tenho dificuldade para explicá-las, o que pode parecer que não sei. Mas bom. O importante, já dizia alguém que não lembro quem, é saber escrever, e bem, não importa em que lingua seja!

Vou ali começar meus exercícios e mais tarde, se não estiver mais cansada do que já estou, volto para dar pitacos e falar bolinhas e mais bolinhas.

  • A palavra em sueco do dia é övning(ar) [óvning(ar)] , exercício (s), prática
agosto 22nd, 2007 | Author: Juliana Moreira

Tenho uma ligação viceral com a música que é inexplicável. Talvez mesmo genética, se é que se pode transmitir gosto musical pelos genes :roll: !! Faço tudo, ou quase, com o som ligado. Até na hora de estudar tem que ter música, clássica, já que em sua grande maioria não vou precisar acompanhar cantando. Meu gosto também independe do idioma. Penso que antes da letra existe o som que contagia e excita (o espírito e o coração – sem necessariamente ser romântica) e o texto vem para dar uma cor à melodia, é um complemento, muitas vezes indispensável, que ajuda na composição do todo.

Confesso que não cresci ouvindo música popular brasileira como Chico, Caetano :? e afins mas sei reconhecer a influência deles na nossa história musical brasileira. Acho linda as letras de Chico e, por mais que muitos tenham perdido as esperanças, acredito que existem dezenas de outros artistas brasileiros de qualidade no Brasil (e na minha lista, claro). Meu pai é o responsável pela minha educação musical. Ele me apresentou clássicos do rock assim como me ensinou a apreciar boa música.

A adolescencia chegou e com ela a fase “negra”. Punk rock, hard core, trash metal e outros estilos mais barulhentos eram os meus companheiros. Até as roupas eram pretas. Camisa dita “de banda” então, eu adorava. Ao mesmo momento chegou o tempo das boates. Isso despertou em mim um lado que não era e nem foi anulado pelo outro. A moda das boates de rock que usavam baladinhas de bandas como The Smiths, The Cramberries entre outras, entraram nos hábitos desta que vos escreve. Momento nostálgico!!

Isso tudo sem contar minha vontade manifesta de aprender a tocar bateria a qual era sempre reprimida pelas negativas da minha mãe em me “presentear” com o tal instrumento. Desejo ainda latente!

Hoje, minha professora de inglês nos passou um homework para segunda-feira e nos pediu para ouvir o texto em casa por mais de 10 vezes porque isso vai ensinar o ouvido a compreender a melodia das palavras dentro do texto. Ao voltar para casa escutando minhas músicas percebi que sei muito mais inglês do que eu imagino saber! Eu preciso apenas parar para escutar a letra. Eu fico empolgada cantando (as vezes mesmo errado) e esqueco de prestar atenção no que está sendo dito. Pof!

Pois bem, pensando nisso no caminho de volta lembrei do meu querido teacher Alexandre. Durante minhas aulas de inglês no Brasil ele sempre repetia (muitas vezes impressionado) como tenho um ouvido bom (listening, compreensão oral). Também já ouvi a mesma coisa de professores na França e aqui na Suécia. Nunca tive problemas em fazer exercícios orais (ops!! com o sueco foi um pouco mais difícil) e acredito que isso se deve aos longos anos de rock no ouvido.

Voltando à musica. Eu disse a mim mesma (quando me mudei para a França em 2004) que iria aos concertos de músicas dos artistas que cresci ouvindo e daqueles que me encantaram e conquistaram ao longo dos anos, principalmente Radiohead. Mesmo não morando em Paris e por estar mais próxima de Londres (se comparado com o Brasil), onde muitos dos shows e festivais acontecem, pensei que isto seria possível. Ledo engano. Os preços super altos para o bolso de uma recém-chegada-desempregada e a escassez de concertos ao meu redor foram me desistimulando. Outra, acredito ainda hoje que shows devem ser escolhidos a dedo já que os valores são salgados. O meu eleito foi o Radiohead.

Ao me mudar para a Suécia, ano passado, o Radiohead decidiu fazer um show em Paris. Sem condições nenhuma de ir em pleno verão com passagens valendo ouro. E daí a frustração impera. Estou tão perto e ao mesmo tempo tão longe, penso. Mas nada desesperador que me faça perder as estribeiras e querer um final trágico para minha vida. Por enquanto, fico com minhas MP3 no meu celular cantarolando (e aprendendo inglês, lógico ;) ) até que esse dia chegue!

  • A palavra em sueco do dia é musik [muussik] , música
agosto 13th, 2007 | Author: Juliana Moreira

glad.jpgQue mistureba de línguas é essa? Pois bem, é assim que está funcionando a cabeça dessa que vos escreve. Hoje foi minha primeira aula de inglês. Digo, primeira na Suécia. No Brasil, lembro que estudei inglês no Colégio Imaculado, em Olinda, ainda na quinta série. Depois fui para o ensino público e não tenho nos meus arquivos neurônicos algo que possa me lembrar. Um pouco mais tarde me encontrei com a língua de Shakespeare no meu primeiro ano no Colégio Brasil, antes de me enveredar para a contabilidade e concluir o curso técnico. Para o vestibular, preferi o espanhol. Alguns anos depois, encarei um curso de ingles mas o tempo carregado me impediu de concluir. Fiquei no livro 3 do método Wizard, nível que concluí com aulas individuais. Cheguei até a comprar o quarto livro, mas não consegui nem mesmo começar o curso. Doeu no bolso.

Enfim, cá estou, depois de um pouco mais de um ano de Suécia e de ouvir todo santo dia programação televisiva, em sua grande maioria, em ingles (filmes, séries e programas produzidos em qualquer parte do mundo passa legendado) vi que meu nível não está tão aquém do que eu imaginava. Estou começando no nível 3 (level/steg 3), que é equivalente ao ano 7 do ensino fundamental sueco. Em outras palavras, terminando o nível quatro (no final da primavera de 2008) terei completado o equivalente ao nosso ensino fundamental, no que se refere ao inglês. Ainda precisarei de mais dois semestres para ter o nível ginasial do sueco, o que seria nosso ensino médio, para que possa ser aceita na universidade. Mas isso são outros quinhentos!

Aprendi, ainda no SFI, que os suequinhos começam na escola aos sete anos e têm nove de estudos obrigatórios, isto é, dos 7 aos 16. Segundo a professora de hoje, o inglês vem junto na bagagem (o máximo para se começar a aprender entre as crianças é aos 10 anos).  Isto quer dizer que ao concluir o nível que comecei hoje terei o “mesmo conhecimento” do idioma de um adolescente sueco de 14 anos.

Enfim, durante as duas horas de aula entendi tudo o que a professora disse, do texto que li (apenas quatro palavras pedi explicação), pronunciei corretamente grande parte das palavras e ainda consegui trocar algumas frases com colegas de classe. A professora é ótima. Tem 24 anos de ensino, tem uma pronúncia gostosa de ouvir, é organizada e ativa. Nem senti o tempo passar. Meu ego está massageadíssimo :D e minha auto-confiança não poderia estar em melhores condições. Até no sueco, depois de rever alguns professores (hoje foi a volta às aulas de toda a escola), recebi elogios.

Foi-me explicado que um curso heltid (neste meu caso, 100 pontos), ou seja, tempo completo, corresponde a quatro horas semanais de curso presencial e seis horas de estudos individuais em casa, com exercícios e exercícios. Parece pouco, mas eles exigem bastante e o curso acaba sendo bem puxado, dependendo do professor e da turma, lógico. Já temos datas de provas até o final do ano e até um livro está incluso no programa. Ao final de cada unidade do livro teremos uma prova, o que acho bem estimulante! :)

A única coisa que não me agrada é o horario do curso de hoje. Quem já viu começar um curso às 11h45? Só aqui mesmo!!! O horario de quarta feira é bem normal, mas também um pouco incoveniente: termina Às 12h30. Esse horário para mim é mais do que reservado à co-mi-da!! Acho que eles não sentem fome neste horário e impõem esses esquemas malucos! Bom, já fico por demais contente em poder aprender mais uma língua, ou qualquer coisa que me interessar, sem precisar desembolsar nem um centavo. Afinal, ninguém pode ter tudo, não é?!! ;)

  • A palavra em sueco do dia é glad [glód] , feliz, contente