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setembro 18th, 2008 | Author: Juliana Moreira

Quem curte as músicas do grupo ABBA precisar ir ao cinema conferir o filme Mamma Mia. Quem morre de vontade de conhecer a Grécia é um prato cheio. O filme, baseado no musical de mesmo nome (inclusive tem a mesma roteirista) foi rodado em Skopelos, na Grécia uma das ilhas gregas e tem a participação de Meryl Streep, Pierce Brosnan, Colin Firth (aquele de Brigit Jones), entre outros.

Mas só vale a pena conferir quem realmente gosta das músicas (não necessariamente musicais!)

Eu amei o filme. Ri bastante e fiquei morrendo de saudades da minha mãe. Ontem no cinema, só alguns gatos-pingados da minha idade. O restante, todos de cabecinhas brancas. Senhoras e senhores se estribucharam de rir com o filme.

Aliás, o filme é bem teatral, exagerado, breguinha, meio fake e com uma historinha fraca, mas que embalada pelas músicas que contextualizam cada minuto da trama, torna-se bem acabado. Por isso tudo, eu gostei. :P

Atores cantando e dançando as músicas do ABBA e as lindas paisagens da Grécia completam o cenário.

Tudo isso (a música e as imagens) me deixou com água na boca. Cheguei em casa com vontade e cheia de planos para viajar. Mamma mia!! Quero ir para a Grécia, já!

  • A palavra em sueco do dia é planera [planera], planejar
agosto 23rd, 2008 | Author: Juliana Moreira

Esta semana estive conversando com um amigo muito querido do Brasil. Ele me conta que foi cobrir a décima edição do festival MADA, em Natal (RN) e que os shows foram bem legais.

Daí, ele, Hugo Montarroyos, me escreve alguns nomes conhecidos do rock e entre eles cita Mallu Magalhães. Retruco, na minha “santa” ignorancia :roll: (percebo como estou desatualizada!): Mas quem é Mallu Magalhães?

Pessoas, se vocês que estão deste lado do planeta ainda não ouviram esta garota, não sabem o que suas orelhas estão perdendo. Mallu tem 15 anos e dona de uma voz e um talento arrematador! Fã de Elvis, Bob Dylan e Johnny Cash, a garota canta folk (ou anti-folk – mistura de folk com outros elementos) como ninguém. Não só canta como compõe, conserta instrumentos e toca (ela sabe tocar violão, piano, banjo e gaita!).

Ela foi descoberta através do seu MySpace (hoje com mais de 1 600 000 visitas) e virou a sensação do ano. O mais novo fenômeno da música brasileira. Ela canta em português, inglês e mesmo em francês.

Aqui abaixo, reproduzo parte do texto de Hugo Montarroyos, originalmente publicado no RecifeRock:

O terceiro (e último dia) do Mada foi tomado pela expectativa criada em torno da apresentação de Mallu Magalhães. A principal pergunta que pairava entre os jornalistas era: será que vai dar gente? Qual será o grau de apelo dela com o público. Respostas: deu muita gente, mais até do que nos shows de Lobão e do Pato Fu. E a menina é mesmo um fenômeno.

[...]

E veio o fenômeno Mallu Magalhães. E ninguém mais tirou os olhos do palco. E a menina só tem 15 anos! E é de uma espontaneidade absolutamente desconcertante, o que talvez explique boa parte de seu sucesso em tempos de tamanho cinismo e de artistas completamente pré-fabricados e embalados para o consumo. Ali está uma garota de 15 anos que nitidamente toca sem a menor direção musical ou de palco. E é aí que reside todo o seu apelo. Além de um talento monstruoso. Tanto que a banda que a acompanha mais atrapalha do que ajuda. Ela entra em cena, fala ao microfone e nada de sua voz sair. Quando sai (a voz), diz que vai começar tudo de novo. Volta ao backstage, entra de novo em cena, dá boa noite e apresenta a banda. Depois disso foram cerca de 45 minutos de folk de alta qualidade. A menina é simplesmente sensacional, possui uma voz maravilhosa e é de fato talentosíssima. Desarma qualquer um. Espero sinceramente que ela não seja estragada pelo showbizz. E, no fim das contas, é muito bom saber que a nova referência da gurizada é uma guria que tem como referências Bob Dylan e Johnny Cash. [...]

Mallu Magalhães é uma criança prodígio. Como todos os precoces, parece viver em um mundo paralelo, particular. Às vezes dá a impressão de que sua idade mental beira os nove anos. E é isso que acaba desarmando todo mundo. Depois do show dela, resolvi cumprimentá-la. “Oi, Malu!” Ganhei um abraço forte no pescoço, desses que as crianças dão em sua mais pura inocência. “Gostei do seu show”. Novo abraço, agora acompanhado de um sorriso de orelha a orelha e de um “brigada” que parecia sair de uma menina de menos de nove anos até. “Você vai tocar no Recife dia 29 de setembro, né?”. “É”, ela responde. E depois começa a protestar. “Mas 29 de setembro é meu aniversário!”. O produtor dela me corrige e diz que as datas são 19 e 20 de setembro”. E ela começa a entregar o jogo, falando e pulando feito criança que ganhou uma bicicleta: “eu e o Marcelo Camelo já estamos ensaiando algumas coisas. Está ficando bem legal”. Pois é…Além do show dela, Mallu Magalhães vai dar uma canja com Marcelo Camelo. Pelo que vi da apresntação dela em Natal, tudo indica que o show dela no Teatro da UFPE vai ser arrasador. Quer saber? Quero que minha filha (se tiver uma um dia) seja igual a Mallu Magalhães.

Pois é, eu também queria ter uma filha assim… ;)

Curtam um pouquinho de Mallu Magalhães…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=X8PxdXddS-M]

  • A segunda palavra em sueco do dia é fenomen [fenomên], fenômeno
agosto 13th, 2008 | Author: Juliana Moreira

E a viagem continua…

Ystad – Swinoujscie

Duração: cerca de 7 horas

Antes de decidirmos ir por Ystad, analisamos se não seria melhor sair de Nynäshamn, próximo a Estocolmo, e aportar em Gdansky. A demora da decisão nos fez perder a promoção o que automaticamente nos fez desistir desta opção, pois o preço regular é bastante salgado. Saiu mais em conta dirigir até o sul da Suécia. Para quem vai sem carro, a opção Nynäshamn-Gdansky é bem boa.

O navio – Não tinha muito o que fazer. Na verdade anunciaram duas sessões de um filme que estaria passando no cinema. Fomos dar uma conferida e vimos que se tratava de um desenho animado dublado em polonês. :? Poderia ter sido até divertido se a sala não estivesse abarrotada de gente. Demos uma volta para ver se tinha algo interessante, mas estávamos tão cansados que decidimos relaxar.

A cabine – Duas camas, uma salinha com mesa, duas poltronas e um pequeno sofa, frigobar, TV, guarda roupa, cofre e um banheiro capaz de comportar dois seres humanos adultos! :P

A TV é uma piada a parte. Os canais, todos em polonês. Algum filme passando?? Ahh legal, vamos ver, eu estou ouvindo o inglês, dá para acompanhar… Não se anime muito. Uma única pessoa dubla todos (eu disse todos) os personagens do filme. Mesmo se entendesse polonês seria dificil acompanhar uma discussao num filme onde apenas uma pessoa dubla. Hilário…assistimos um pouco só para distrair, depois só acordamos no destino.

Swinoujscie

Não dá para falar muito da cidade pois não ficamos muito tempo por lá. Segundo meu viking, a cidade é frequentada por muitos turistas que alí chegam para tratamento (ou apenas descanso) em SPAs. Chegamos às 20h fizemos o check-in e fomos procurar um lugar para jantar.

Ficamos perto da praia e por isso uma movimentação grande. Muita gente se acumulava na praça que havia música, apresentações de rua, restaurantes cheios, muitos suecos e muitos churrasquinhos sendo vendidos. Nos aproximamos de um na esperança de achar algo para comer. Decepção! Não tive coragem de comer os pedaços de porco que ali “pegavam um bronze”. Pé, língua e outras partes que ate agora não sei o que eram.

Não quisemos arriscar e fomos procurar uma pizzaria. Na cidade, só encontramos a recepcionista do hotel que falava um inglês razoável e uma garota da pizzaria (não a garçonete, acho que ela lavava pratos, já que veio nos atender bastante molhada).

Não nos sentimos bem acolhidos na cidade, isso é a verdade. Mas não desanimamos!

O hotel no qual dormimos foi bem legalzinho. O quarto bem arrumado e a cama aconchegante. O café da manha, apesar bem servido (no sentido de quantidade), não nos agradou muito. Além disso, o hotel estava em reforma. Uma pena! :(

Costumamos fazer nossas reservas pelo booking.com e sempre temos saído dos locais satisfeitos. Vide nossa passagem por Bremen, na semana santa.

No outro dia de manha, saímos cedo para dar uma volta rápida pela cidade antes de irmos para Berlim. A cidade está a pleno vapor de novas construções e o aparecimento de novas áreas muda bastante o visual do local. Gostei de umas ruas bem fofas (aliás, só dirigimos em ruas com paralelepípedos em Swinoujscie!) perto da fronteira com a Alemanha (você só se dá conta que passou de um país para o outro quando vê a placa estrelada da UE) bem arborizadas e com alguns vendedores nas calçadas que apresentavam seu melhor produto: legumes da época.

Um adendo: Apesar de o país ter entrado na União Européia em 2004, a moeda utilizada ainda é o “zloti” (PLN) que equivale no câmbio de hoje:

1 PLN = 0,31€ =R$0,74 =2,87 SEK

  • A palavra em sueco do dia é valuta [valuta], câmbio, moeda (do país)
agosto 08th, 2008 | Author: Juliana Moreira
Trajeto entre Estocolmo e Sainte Agnès (clique na foto para ampliar)

Trajeto entre Estocolmo e Sainte Agnès (clique na foto para ampliar)

Vamos lá! Já estava na hora de começar a escrever sobre nossa aventura de carro entre Estocolmo (Suécia) e Sainte Agnès (França).

Percurso: 2490 km

Países percorridos durante o trajeto: Suécia, Polônia, Alemanha, República Tcheca, Austria, Itália e França

Duração de toda a viagem: 3 semanas

A foto ao lado é uma montagem que fiz pois não foi possivel marcar todos os pontos da viagem de uma só vez por causa do mar. O trajeto entre Ystad (S) e Swinoujscie (Pl) foi feito de navio.

Trajeto detalhado aqui.

1º dia – 070708

Estocolmo – Ystad

Percurso: 631km

Duração: + ou – 6 horas

Começamos a viagem dia 7 de julho, às 06h00, numa temperatura de 10 graus, neblina e ameaça de chuva. Nada muito animador.

Já na metade do caminho um pequeno imprevisto: fomos obrigados a parar por alguns minutos pois uma tempestade havia nos alcançado. Impossível de ver um palmo diante do nariz.

Estocolmo-Ystad

Estocolmo-Ystad

O navio que iríamos pegar rumo à Polônia partiria às 12h30 de Ystad e a previsão do GPS era que chegaríamos bem antes do previsto. Como aprendemos bem durante a viagem de páscoa, não damos muita bola para pequena máquina e calculamos que conseguiriamos chegar antes do previsto, ao menos 30 minutos antes do embarque deveríamos estar lá.

Escolhemos não ir por autoestrada, para fazer um caminho mais curto, diferente e com outras paisagens. O GPS nos levou por um lugar que caso eu não estivesse com o mapa na mão perderíamos toda a viagem. Decidimos, então, conferir a cada indicação da máquina louca se as informações correspondiam com a realidade do mapa.

Sem muitos problemas, chegamos à Ystad ainda com tempo e entramos direto na fila dos carros. Esta seria minha primeira vez viajando de carro num navio. Achei interessante como tudo é organizado.

Ystad - Suécia (a caminho da Polônia) Polferries

Com os três bilhetes na mão (viking + Ju + carro), entramos no barco e fomos imediatamente procurar nossa cabine. Eu já estava preocupada em passar cerca de 7 horas me sentindo uma sardinha (minha primeira experiência com cabine de navio quando fomos para Riga (Letonia), dezembro passado, não foi das melhores) e sentindo enjôos.

Para minha surpresa, meu viking havia pago menos de 30 reais a mais para nossos bilhetes para trocar de cabine. Resultado: mudamos da simples para de luxo, com direito a consumir tudo o que o frigobar nos oferecia. :D Eu não sabia de nada!! Ao entrar e me deparar com todo aquele espaço comecei a pular, correr e dançar…hahaha :roll: (As fotos da cabine entrarão assim que conseguirmos recuperar tudo o que está no computador com carregador queimado :( )

No entanto, eu só pensava em três coisas: comer, dormir e banho. (não necessariamente nesta ordem)

O trajeto detalhado Estocolmo-Ystad pode ser encontrado aqui.

  • A palavra em sueco do dia é hytt [rrit], cabine
julho 31st, 2008 | Author: Juliana Moreira

O que?: Show do Radiohead

Quando: 8 de julho de 2008

Onde: Kindl-Buehne Wuhlheide Berlim

No ingresso, o inicio do show estava marcado para as 19h.  Portões abertos às 17h. Chegamos lá por volta das 17h30. Um multidão já havia entrado, outra se acumulava nos portões (apresentacão de ingressos e revistas) e outra no mais do que lotado metro de Berlim (desculpem, mas não sei como funciona em CNTP).

Uma coisa que não posso deixar de falar é do local onde o show foi realizado. Como vocês podem conferir aqui, o local é dentro de uma floresta. Os ingressos comprados com antecedencia deram direito ao transporte público. Mas ao chegar lá, vimos que precisariamos andar bastante (ou melhor, acompanhar uma enorme multidão que seguia rumo ao local). No site, a informacao é que a entrada fica a 700 metros da saída da estacao. Meu viking diz que essa contagem só se for em “passos de aves” (fågelväg), ja que andamos muito mais do que isso.

Ao chegar no local, entramos e fomos direto para a frente do palco. Infelizmente nao consegui ficar coladinha na grade como gostaria, mas o local em que ficamos deu para acompanhar o show sem maiores problemas.

Um pouco antes das 19h, Colin Greenwood (baixista) aparece do lado esquerdo do palco com sua camera para fotografar o ambiente. Consegui bons e rápidos cliques. (assim que voltar para o computador com o Flock, coloco as fotos no post. Enquanto isso, dêem um pulinho no flickr do blog!)

Às 19h, entra a um grupo alemão de musica eletrônica, Modeselektor, para abrir o show. Não me empolgou muito, mas os caras conseguiram animar um pouco a turma que esperava ansiosa pela atracao principal. neste meio tempo, Thom Yorke se esconde por tras das caixas com nome Radiohead (infelizmente não consegui foto alguma deste momento) para curtir o som da banda. Ele parecia gostar bastante e admirar o trabalho do grupo.

O show do Modeselektor termina às 20h e uma enorme movimentacao comeca no palco para a organizacao de todos os apetrechos musicais e de iluminacao que o Radiohead precisa. Quase 1h para arrumar tudo!! (minhas pernas já não estava mais aguentando!!). Um detalhe que não poderia passar desapercebido: sobre duas caixas de som, a bandeira do Tibet.

Como background, um enorme telao dividido em várias partes nas quais podiamos ver imagens em close dos integrantes da banda. As cameras estavam localizadas em locais que nem podiamos ver, mas as imagens eram tão perfeitas e tão próximas que nos dava a sensacao de estar colados ao lado deles.

Quando os acordes de 15 steps anunciaram a primeira música do show, ninguem mais ficou parado. E assim foi até o final. Assim também foi a chuva que acompanhou o concerto (a partir da segunda música) a qual em varios momentos marcou presenca e ganhou inclusive comentario de Thom Yorke: “sorry for the rain, but this is a Radiohead concert

Set List

01. 15 Step
02. Airbag
03. There There
04. All I Need
05. Where I End And You Begin
06. Nude
07. Weird Fishes
08. The Gloaming
09. Videotape
10. No Surprises
11. Jigsaw Falling Into Place
12. My Iron Lung
13. A Wolf At The Door
14. Reckoner
15. Everything In Its Right Place
16. Bangers And Mash
17. Bodysnatchers
1o. BIS:
18. Cymbal Rush
19. You And Whose Army
20. Paranoid Android
21. Dollars and Cents
22. Idioteque
2o. BIS:
23. House Of Cards
24. The National Anthem
25. Street Spirit (Fade Out)

Quem estiver interessado em ouvir algumas músicas do In Rainbows, pode visitar o Myspace do grupo.

Este foi o último show realizado na Europa antes do inicio da turnê nos Estados Unidos e Japão, onde ela acaba.

Thom Yorke comentou durante o show que a última vez que eles haviam tocado em em Wuhlheid Berlim foi no 11 de setembro de 2001. Logo após, ele dedica My Iron Lung (musica a qual foi tocada também no concerto de 2001) às todos que estavam presente no show naquela data.

A iluminacao foi um show a parte.  Ela compôs o cenario de forma espetacular. Emocionante.

O In Rainbows ao vivo funciona perfeitamente. Os músicos têm uma sintonia que impressiona. Não é a toa que estao juntos ha quase 20 anos com a mesma formacao. Na verdade, eles parecem estar brincando no palco. O menor erro (quando Thom Yorke não conseguiu achar o tom da música no piano) vira gozacao e é imediatamente substituido por uma aprensentacao espetacular. Errar é humano e o grupo prova isso com maestria.

Thom com sua voz suave, cativa o público rapidamente. E como ele danca! Danca e curte o show como um espectador. Participa ativamente e docemente. Ed O’Brien até pode parecer pretensioso, mas é bonito de vê-lo em vários momentos tocar de olhos fechados e curtindo cada acorde das guitarras (muitas e muitas) e de outros intrumentos trocados durante as mais de 2h de show. Sem contar o restante do grupo que compõem um bonito espetáculo.

Conseguimos fazder tres pequenos videos de tres diferentes musicas. Vou disponibilizá-los no Youtube em breve e depois coloco-os aqui.

Ao final do segundo bis, saimos o mais rápido possível do local. Ao chegar no alto do estadio, olhamos para baixo e nao acreditamos na quantidade de gente que havia. Eu principalmente. Fiquei boba!! O show terminou 22h45, mas só conseguimos chegar no hotel às 00h.

Em vários momentos fiquei com vontade de chorar. Mas estava tão feliz de presenciar o show da banda da minha vida que nenhuma lágrima caiu. O coracao bateu acelerado durante todo o show. Eu so sabia cantar e dancar. E como cantei e dancei, vocês não têm idéia! :D

There There, Paranoid Android, No Surprises e Jigsaw Falling Into Place acabaram com esta pessoa que vos escreve, mas tudo bem. To aqui viva para contar!! ;)

Eles tocaram todas as músicas que eu esperava. :D Tocaram inclusive músicas de um CD não muito aceito pela crítica, mas que a plateia certamente apreciou, ja que acompanhou em coro.

Agora fico só na espera do próximo show. Meu viking já está avisado!! (Ponto para ele que não é fã da banda e foi meu companheiríssimo durante o show! ;) )

Desculpem a falta de acentos e cedilhas. Em breve tudo voltará ao normal.

  • A palavra em sueco do dia é oförglömlig [uförglomlig], inesquecível
julho 15th, 2008 | Author: Juliana Moreira

Desculpem a falta de noticias. Estamos em Sainte Agnès (a cidade de litoral mais alta da Europa), no departamento região dos Alpes Maritimos, na regiao Provence-Alpes-Cote d’Azur, no sul da França. La, não tenho acesso à internet. Por isso, atualizações serão raras neste momento.

O que posso resumir (ja que meu tempo no cybercafe esta curtissimo) e’ que Praga e’ uma cidade charmosa e cativante. Apesar de estar me sentindo mal no dia em que chegamos e passeamos na cidade, adorei. De Berlim a Praga sao apenas 340 km, entao a viagem foi relativamente curta. Curta tambem foi nossa estadia em Praga (menos de 24h), mas deu para aproveitar o que a cidade tem a oferecer. Comemos em um restaurante medieval delicioso que encontramos por mero acaso…mas be, detalhes contarei depois (sei que ja estou devendo aos montes!! hehe)

A proxima parada foi no Lago di Garda, na Italia, mais de 700km de Praga. O Lago di Garda e’ o maior lago italiano e fica localizado entre as montanhas. Eu simplesmente apaixonei. O unico ponto negativo desta parada e’ que tudo e’ muito turistico e isso nao me agradou muito. O ponto mais do que positivo foi a belissima vista e a cor da agua, mais do que cristalina.

Nossa viagem da uma “pausa” de 2 semanas em Sainte Agnes e depois rumamos em direçao a Estocolmo. Mas nao pensem que vamos ficar parados. Ontem fizemos uma trilha de 10 km descendo a montanha ate a cidade de Menton (ultima cidade francesa antes da fronteira com a Italia). Essa brincadeira me deixou toda dolorida.

Hoje vamos dar uma voltinha em Monaco (cerca de 10 20 km de Menton), amanha vamos curtir praia e tomar muito banho de mar e nos proximos dias faremos uma outra trilha, rumo ao topo de uma montanha, na esperança de que o dia esteja belo para podermos observar a ilha Corsa.

  • A palavra em sueco do dia é berg [be'rie], montanha
  • julho 08th, 2008 | Author: Juliana Moreira

    Pessoas, estamos em Berlim. Nos instalamos no hotel há uma hora. Estamos nos preparando para a grande hora neste grande dia no qual haverá o grande show!! Estou nervosinha, nervosinha. :roll:

    Volto em breve com fotos e historias desses 2 primeiros dias de viagem. ;)

    • A palavra em sueco do dia é konsert [konsert], concerto, show
    julho 04th, 2008 | Author: Juliana Moreira
    Recife e suas pontes

    Recife e suas pontes

    Minha viagem à terrinha durou apenas 20 dias. Infelizmente não deu tempo de encontrar todo mundo que gostaria e nem de curtir um dia de praia. No Recife, a chuva me recebeu de braços abertos assim como minha maezinha querida.

    O sol se escondia atrás das nuvens. Vi poucos dias ensolarados na terrinha. Minhas férias também foram sinônimo de trabalho. Muitos pepinos e beringelas para resolver.

    Para terminar, o Detran esteve em greve e só existiam 3 postos de atendimento funcionando. Com filas absurdas. Queriam aumento!! Renovei minha carteira de motorista e solicitei a PID (Permissão Internacional para Dirigir), já que ainda não tenho a sueca. Com a PID, infelizmente, não poderei dirigir em terras vikings, mas o restante da Europa está ai de braços abertos esperando esta que vos escreve. O episódio Detran merece um post a parte.

    Este post foi reeditado várias vezes. Pensei que poderia postá-lo do Brasil, mera ilusão!

    A viagem

    Frankfurt-Hahn + ônibus da RyanairPessoas!, a operação Frankfurt foi um sucesso. Peguei o vôo da Ryanair as 19h do dia 8 de junho e cheguei a Frankfurt-Hahn às 21h num vôo super tranquilo. Atravessei a rua e estava dentro do hotel. Muito bom. Arrumadinho, limpo e pratico.

    O engraçado ficou pelo sistema de anti-incendio que disparou às 22h em todo o hotel, fazendo com que as pessoas corram para fora vestidas de qualquer forma. Eu fiquei na minha janela, já que havia recebido o aviso de que não era incendio algum, mas sim um (irresponsável) fumante que resolveu acender um cigarrinho para seu prazer e disparou o alarme. Em cinco minutos tinham 4 carros de bombeiro em frente ao hotel. E eu tirando fotos e dando “xauzinho” da janela.

    Frankfurt-Hahn + Bombeiros

    Na manha do dia seguinte parti rumo a Frankfurt-Main. O ônibus parou na calçada do aeroporto. Mais prático, impossível. Quase duas horas de viagem até o destino final. Quem já viajou por Frankfurt sabe. O aeroporto é gigantesco e difícil de achar qualquer coisa. Bom, achei a Condor, fiz check-in e não tive problema algum ao passar pela polícia. :D

    O vôo foi tranquilo, mas achei loooongo. A comida era muito boa e as poltronas não eram desconfortáveis. O único detalhe foram as aeromoças que insistiam em me responder em alemão.

    A volta para casa

    Saí do Brasil dia 30 de junho. O vôo até Frankfurt foi tranquilo e muito agradável. Pena que a gripe que me pegou no Brasil deixou em mim uma companheira inseparável: a tosse. Tossi o vôo inteiro e não dormi nem um minuto sequer. Além disso, havia uma criança ao meu lado que deveria ter uma “duracel” interminável dentro de si. A guria não parava quieta!

    Este dia seria o mais cansativo. Deveria esperar cerca de 12 horas pelo próximo vôo (em outro aeroporto). Até pensei em comprar uma passagem de ultimo minuto, mas em Frankfurt os operadores de terra da Lufthansa estavam de greve e o caos imperou no aeroporto com vários atrasos e cancelamentos.

    Parti rumo a Frankfurt-Hahn e lá fiquei até a hora do check-in, quando me dei conta que haviamos comprado minha viagem de retorno para o dia 30 de junho. Detalhe: cheguei na Europa dia 1 de julho, o que significa que eu não poderia pegar este vôo, mas sim deveria comprar outro bilhete.

    Desesperei! Estava louca para chegar em casa, morta de cansada e sono. Corro para o balcão da Ryanair, converso com a atendente que me informa o preço da passagem para aquele dia: 230€. Ãh!! ou 50€ para o outro dia de manhã. Ligo para a Suécia, falo com meu viking e decide-se ficar em Frankfurt até o outro dia. Era o mais sensato a se fazer!

    Cheguei em casa na quarta-feira a tarde morta de cansada, sem coragem para nada. Nem mesmo de escrever uma linha.

    Agora preciso me preparar, pois segunda-feira partiremos rumo a nossa road-trip na Europa!

    • A palavra em sueco do dia é flygplats [fli[u]gplats], aeroporto
    Categorias: Brasil, Europa, Viagens  | Tags: , ,  | 2 Invasoes Vikings
    maio 28th, 2008 | Author: Juliana Moreira

    Quem está procurando passagens baratas para o Brasil (principalmente para o Nordeste) durante as férias de verão da Europa pode aproveitar os preços low-coast de uma nova companhia aérea que desde 5 de maio está operando entre Recife e Frankfurt.

    A empresa alemã Condor oferece vôos para Recife todas as segundas e o valor do bilhete para as próximas duas segundas custam apenas 84€ (apenas um trecho partindo da Europa- sem taxas). A partir de então o valor do trecho varia de acordo com a data escolhida e passa a custar entre 134€ e 309€

    A Condor também oferece vôos para Salvador, entretanto, eles acontecem duas vezes por semana (quartas e sábados). Para a capital da Bahia, o valor de 84€ (apenas um trecho partindo da Europa- sem taxas) permanece até dia 28 de junho.

    Eu ja garanti a minha! Estou de partida para Recife na segunda-feira, 9 junho!

    O site da empresa pode ser acessado em inglês (europeu, americano/canadense), alemão, francês, espanhol, italiano e turco.

    Se você não mora na Alemanha (como eu), precisa pegar um outro avião para chegar em Frankfurt e que para tal decide ir por companhias low-coast que operam na Europa, fiquem atento na quantidade de taxas extras que no momento da reserva podem ser evitadas (desabilitadas).

    Essas empresas aéreas adotaram recentemente várias taxas extras que fazem as atraentes passagens de 1 centavo de euro tornarem-se bem salgada: taxa de bagagem, preferencia na fila para entrar no aviao etc…

    • A segunda palavra em sueco do dia é biljett [bilhétt], passagem
    maio 28th, 2008 | Author: Juliana Moreira

    Vocês lembram da nossa viagem de Páscoa? Há um tempinho escrevi aqui a primeira parte da nossa aventura e já estava mais do que na hora da continuação, não é mesmo? Daqui a pouco chega o verão, novas viagens e aventuras no calendário e nada das histórias da páscoa pelas terras francesas. Apertem os cintos que agora vai…

    Saumur – França

    Nossa descida rumo a Saumur foi super tranquila e o sol resolveu dar o ar da graça, isto porque Reims não é uma cidade que podemos chamar de ensolarada, na verdade é bastante acinzentada durante boa parte do ano (quando o sol aparece, sim, é lindo – e quente).

    Levamos cerca de seis horas porque decidimos fugir das auto-estradas e pegar um caminho bem fofo pelos campos. A velocidade nessas pequenas vias fica em torno de 90 km/h (chegando em pequenos trechos a 110km/h), nada comparado com as autoroutes pagas do país. Muitas dessas estradas estavam sendo reformadas, por isso pegamos trechos bem lentos.

    Num determinado momento, decidimos pegar uma outra estrada que nos levou às bordas do Loire (La Loire, em francês), o mais longo rio da França. A região para a qual fomos, chamada de Pays de la Loire (Países do Loire), possui um grande número de castelos e se destaca pelo charme das cidades que beiram o rio assim como pelos vinhedos e paisagens.

    Les Troglodytes!

    Antes da nossa chegada a Saumur nos deparamos com várias casas estranhas. Na verdade, eram grotas, sim, estamos em 2008 e ainda existem pessoas que moram em grotas. :D O charme das grotas é que são completamente adaptadas. Vimos inclusive varias delas ainda em construção. E ao conversar com amigos no nosso destino sobre as casas nas grotas, descobrimos que são conhecidas como Les Maisons Troglodytes.

    Na região, é possivel não só visitar algumas casas trogloditas como inclusive comer em restaurantes de mesmo tema. Infelizmente não podemos visitar nenhum dos dois, pois como disse, fomos numa época em que esses sítios turísticos estão fechados.

    Castelos

    Chateau de Saumur IMGP8513

    Esta é a vista da cidade de Saumur do outro lado do Loire. Encantadora! Esse castelo que vocês estão vendo nas fotos (Le château de Saumur) está em reforma e não é possivel visitá-lo. No entanto, fizemos uma longa e gostosa caminhada para chegar ao seu cume para ver o castelo e seus arredores de perto.

    IMGP8563 IMGP8536

    Romântico, não?

    Para não dizer que a viagem à Saumur foi em vão, passeamos bastante pela região e encontramos inclusive um castelo aberto para visitas. O Château de Brezé, construido entre os séculos XI e XIX, é conhecido por possuir um castelo sobre outro castelo. Explico.

    Além do castelo visivel, existe uma imensa construção subterrânea que te leva a um mundo completamente diferente. Lá encontramos uma incrivel vila troglodita subterrâna com direito a padaria, pressoir (local para esmagar as uvas) e les foudres (onde o suco da uva é guardado e fermentado com a finalidade de tranformá-lo em vinho). Muitas partes do subterrâneo ainda não foram exploradas, por isso em alguns lugares existiam placas proibindo a passagem.

    Chateau de Brézé IMGP8587

    Levamos mais de uma hora para percorrer todo o trajeto. Olhando a foto acima, não dá para imaginar que ao redor do castelo existe o mais profundo fosso (seco) da Europa. Dezoito (18) metros de produndidade cavados pelas mãos dos trabalhadores desde 1448. Pedras que foram tiradas deste fosso, serviram para construir o castelo que vemos na superfície. Incrível, não?

    IMGP8588 Fosso do chateau de Brezé

    IMGP8591 Fosso do chateau de Brezé (ponte no detalhe)

    Ao sair do castelo de Brazé fizemos um passeio nas pequenas vilas ao redor de Saumur. Encontramos um outro castelo também fechado para visitas, mas com uma bela vista para o Loire: O Château de La Dame de Montsoreau.

    Chateau de La Dame de Montsoreau. Chateau de La Dame de Montsoreau.

    Nossa volta para casa deixarei para um próximo post…Este ja está enorme! ;)

    • A palavra em sueco do dia é slott [slót], castelo